sábado, 27 de outubro de 2018

Música na escola: entenda a importância no processo de ensino-aprendizagem



Música na escola: entenda a importância no processo de ensino-aprendizagem


Uma das formas de estimular o desenvolvimento de alunos no processo metodológico é por meio da introdução da música na escola. Isso pode ser colocado em prática de diversas formas: desde a utilização de letras nas interpretações de texto em sala, até na realização de oficinas de música e instrumentalização com os estudantes. Essas são formas de aguçar a sensibilidade, instigar a criatividade e aumentar a integração dos alunos no ambiente escolar.
Quer saber mais sobre a música no processo de aprendizagem? Confira estas informações:

Música na escola: interação por meio dos sentidos

Um dos principais aspectos que a música representa no processo de ensino-aprendizagem é o estímulo ao uso dos sentidos pelo aluno. Qualquer experiência musical, independentemente do estilo e dos instrumentos utilizados, promove maior habilidade de observação, localização, compreensão, descrição e representação em quem toca e quem houve.
No que se refere à criação musical, o uso de diversos instrumentos em sala de aula pode evidenciar habilidades desconhecidas, aumentar a interação com objetos e o “saber-fazer”, entre outras capacidades tão importantes nessa fase de desenvolvimento pedagógico.
Para o aluno, essas habilidades serão aplicadas não apenas no desenvolvimento das próprias aptidões musicais no futuro, como também no aprendizado de outras disciplinas. O estudante com ouvido treinado para a observação de letras e poderá ser também um bom leitor e intérprete de textos.

Análise e interpretação de letras musicais

Por falar em interpretação de textos, essa é outra vantagem do uso da música no dia a dia escolar. A depender da qualidade das obras trabalhadas, sejam elas em português ou em língua estrangeira, abre-se um vasto campo de atuação para que professores explorem o significado dessas letras, novos conceitos e vocabulário, metáforas, entre outras coisas.
Assim, a música acaba se tornando uma fonte de conteúdo importante para ser utilizada em sala de aula. É o início de conversas importantes, sobre política, educação, cultura, gênero, relações interpessoais, ecologia e vários outros temas que vierem a ser abordados por obras musicais. Cabe ao professor analisar as músicas mais adequadas e com maior potencial de aprendizado para seus alunos.

Estudo contextual de compositores e intérpretes

Paralelamente ao estudo de textos e cifras musicais, também é possível que artistas, bandas, gêneros e até mesmo letras sejam objeto de estudo para disciplinas como Geografia e História. Afinal, toda música revela também um contexto social e temporal em que ela se insere: movimentos sociais, cultura regional, folclore, biografia de seus compositores e intérpretes etc.
Essas também são características imprescindíveis para o estudo musical, que adicionam uma nova dimensão ao aprendizado. Se utilizada adequadamente, a música pode dar ensejo a importantes discussões em sala de aula, revelando novas  conexões entre ideias, disciplinas e temas de estudo.

Cifras e o raciocínio matemático

Muitos estudos relacionam o desenvolvimento de habilidades na música ao raciocínio matemático. Isso ocorre porque a sistemática das cifras e partituras utilizadas na composição são verdadeiras equações matemáticas: repetições, padrões, tríades, escalas, dicotomias, coerências e adequação de tom.
Para o aprendizado da matemática, são vários os benefícios desse tipo de aprendizado musical. A familiaridade com estruturas pré-definidas de estilo e construção lógica de sentido contribuem para o aprendizado também de fórmulas, truísmos e outros raciocínios lógicos.

Música na escola e a integração entre os alunos

Outro benefício da música na escola é o estabelecimento de mais oportunidades de interação e cooperação entre alunos. Por um lado, há cooperação na produção musical no sentido de executar obras musicais em conjunto, contribuindo para resultados comuns. Por outro lado, multiplicam-se as formas de interação entre estudantes, que podem identificar gostos em comum, formar grupos de interesse e desinibir alunos mais tímidos.

Ajuda a instigar e engajar alunos em sala de aula

Muitos professores também aplicam oficinas musicais em sala de aula com o objetivo de instigar e engajar seus alunos. Afinal, em um mundo de cada vez mais estímulos, interações digitais e fontes de desconcentração dos alunos, por que não apostar em oportunidades inovadoras de relação estudante-professor para tornar a sala de aula mais atrativa?
A música tem essa vantagem, já que desperta a atenção dos alunos, contribui para a concentração e o foco no momento da aula e ainda proporciona maior participação dos estudantes no processo de aprendizado. É algo ideal para que a relação entre professor e aluno não fique pautada apenas por uma verticalidade hierárquica, em que um ensina e outro aprende. Cada vez mais, a horizontalidade dessa relação é priorizada por pedagogos e educadores de diversas áreas.

Desenvolvimento de gostos e preferências pessoais

A música também contribui para que seu filho desenvolva suas próprias preferências em relação a uma variedade de temas. Afinal, o exercício de escolher um instrumento e estilos musicais preferidos também pode ser aplicado no desenvolvimento da individualidade do aluno, no estímulo de sua autonomia a e na caracterização de escolhas acadêmicas e profissionais ao longo do processo pedagógico.
Ou seja, a introdução de crianças no mundo musical, seja como agentes produtores de música, seja como ouvintes, é outra forma de avançar sua individualidade e gostos pessoais. Vale a pena incentivar esse tipo de experiência, que poderá proporcionar não apenas bandas e estilos musicais favoritos, como também maior assertividade acerca de suas vontades e autoconhecimento.

Incentivo à criatividade do aluno

Finalmente, a música também tem como benefício a exploração de um lado mais criativo dos alunos. Independentemente das áreas acadêmica e profissional pelas quais esses estudantes venham a se interessar, é sempre importante que a inovação e a imaginação façam parte do raciocínio e da prática cotidiana desses indivíduos em formação.
Afinal, vivemos em uma sociedade na qual há maior valorização de mentes inovadoras, que pensam de forma diferenciada e por meio de novas perspectivas. A música é uma forma de explorar essas habilidades, já que expõe o aluno ao diferente, o convida a criar e a testar novas ideias (e instrumentos), além de proporcionar aprendizados distintos das disciplinas curriculares tradicionais.
Fonte: http://novosalunos.com.br/musica-na-escola-entenda-a-importancia-no-processo-de-ensino-aprendizagem/ 

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

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Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré (1968)



‘Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores’ faz 50 anos e continua atual

Por Caio Lencioni
Com um refrão marcante que soava como protesto durante a Ditadura Militar brasileira, a música ‘Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores’, também conhecida como ‘Caminhando’, completa 50 anos agora em 2018.
Mesmo após tanto tempo, a música continua sendo um símbolo de resistência e crítica ao autoritarismo, além de fazer referências à realidade de muitos brasileiros, como no verso “Pelos campos há fome em grandes plantações”, que alerta sobre a fome, a pobreza e a desigualdade existentes no Brasil. Os problemas foram amenizados de lá para cá, mas seguem existindo e nos últimos anos têm voltado a crescer. No ano passado, o relatório Luz da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável alertou sobre os riscos de o Brasil voltar ao Mapa da Fome da ONU, do qual saiu em 2014.
Muitas pessoas se sentiram representadas pela canção de Vandré, já que convergia tantas vozes que não concordavam com a ditadura. A obra também se tornou um hino de resistência do movimento civil estudantil, que fazia oposição à Ditadura Militar. Mas fazer oposição tinha um preço. Os “anos de chumbo” fizeram com que muitos músicos que protestavam através de sua arte tivessem que deixar o Brasil. Assim foi com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e tantos outros artistas. Com Geraldo Vandré, autor da música ‘Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores’, não foi diferente.
Em 1968, por conta do Ato Institucional Cinco (AI-5), que resultou na suspensão de garantias constitucionais, o compositor chegou a ir para o Chile, depois para Argélia, Grécia, Áustria, Bulgária e França. Retornou para o Brasil em 1973.
Talvez a música se mostre atemporal em seus versos. Será que, mesmo com a “história na mão”, estamos “aprendendo e ensinando uma nova lição”? Ou como a própria música diz em referência aos ensinos em quartéis, estaríamos aprendendo “uma antiga lição de morrer pela pátria e viver sem razão”?
Ainda em relação a uma possível interpretação da obra, a frase “e acreditam nas flores vencendo um canhão” pode nos remeter também a uma utopia. Como definia o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), a utopia é algo que está sempre no horizonte. “Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”
Fonte: https://observatorio3setor.org.br/carrossel/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-flores-faz-50-anos-e-continua-atual/ 

Salto Para o Futuro 2018 | Música nas Escolas