quarta-feira, 5 de setembro de 2012

REATIVANDO O FESTIVAL CULTURAL MOCA MUSIC COM A NOTÍCIA DOS SONS DO CAETÉ

REPASSANDO O QUE ROLOU:
Acessar em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/08/projeto-no-para-ensina-criancas-tocar-e-montar-instrumentos-musicais.html



Projeto no Pará ensina crianças a tocar  e montar instrumentos musicais

A iniciativa, chamada Sons do Caeté, tem o apoio do Criança Esperança, um projeto da Rede Globo, em parceria com a Unesco.

Daniela Assayag

Bragança, PA





Crianças e adolescentes pobres do Pará estão sendo beneficiados por um projeto chamado Sons do Caeté. A iniciativa tem o apoio do Criança Esperança, um projeto da Rede Globo, em parceria com a Unesco.
No velho casarão, em uma das cidades mais antigas da Amazônia, se respira arte, com aulas de canto, flauta e violino. Em Bragança, interior do Pará, mais de 400 crianças e adolescentes vão além das partituras. As notas musicais embalam sonhos.
“Foi uma oportunidade que apareceu, e eu decidi agarrar. Tenho isso desde pequeno, sempre gostei da música", conta Wellington da Silva, de 15 anos.
Neste liceu de artes, além de tocar, as crianças aprendem a montar seus próprios instrumentos de corda.
Soltos, não passam de objetos de madeira. Juntas, as peças formam a rebeca, um instrumento rústico, parecido com um violino. O som que sai está mudando a vida de jovens de Bragança, e tudo começou com a persistência de Aurimar Monteiro de Araújo, o mestre Ari das rabecas.
Marceneiro autodidata, seu Ari não tinha dinheiro para comprar um instrumento de cordas para o filho. Com ferramentas improvisadas, decidiu tentar construir um. Deu certo. Nem ele imaginava onde aquela ideia de fazer a rabeca iria chegar.
“Além de você passar conhecimento, é você ocupar aquela pessoa naquele momento que ele mais precisa, que é o momento da adolescência, que é quando ele quer se descobrir para alguma coisa. E já tem muitos que estão repassando para outros”, explica.
Entre ferramentas e pedaços de madeira, Jeferson Rocha, de 15 anos, já descobriu seu caminho.
“Eu prefiro tocar. Você se sente mais livre, tem prazer de tocar aquilo que você já construiu”, resume.
As crianças de Bragança formaram a orquestra de rabecas da Amazônia, e agora fazem apresentações públicas até em outras cidades.
“Tenho objetivo de levar a música adiante, ser, se Deus permitir, um grande tocador, e assim ir levando a vida", completa Jeferson
.

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